Carta ao Pai Natal
Querido Pai Natal Carlos Santos Silva,
Eu portei-me muito bem este ano. Sempre te defendi quando me diziam que o Pai Natal não existe. Esforcei-me muito por ser um bom menino, muito dedicado e trabalhador. Ajudei os mais necessitados e fui exemplarmente educado para toda a gente e nunca andei à bulha, o que só Deus sabe o que custa dada a quantidade de asnos que andam por aí.
Não que o meu comportamento seja interesseiro, mas se puderes e não houver meninos mais necessitados do que eu, neste Natal, gostava de ter uma camera fotográfica nova, um carro novo acima de 75 mil euros e uma vivenda num sitio bonito e sossegado, não precisa de ser em Paris, que é cidade que nem gosto. Por isso, se possível, manda-me o Perna com alguns envelopes.
