Ciao
Ao fim de 13 anos, abandonou o parlamento aquele que, para os palpiteiros do costume, que colonizam o panorama mediático indígena, rapidamente se tornou o ‘mais brilhante e bem preparado político da sua geração‘ – Francisco Louçã.
Ora, a tal brilho e preparação do tribuno, certamente corresponderá um legado duradouro e incontornável para a nossa democracia, em suma, para o bem comum. Certo? – Errado!
Não era preciso ter estado muito atento, para perceber que o papel que Louçã assumiu, esperto, foi o do cavalheiro bem-falante que pode passar a vida a elogiar a mulher gorda e feia sabendo que nunca ninguém lhe exigirá que case com ela. Tirando o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a interrupção voluntária da gravidez – e uma ou outra das chamadas questões fraturantes, às quais, na verdade,
o país real encolhia os ombros com enfadado desinteresse – não se lhe conhece um contributo válido, uma ideia exequível e sustentável, uma proposta de reforma da política e ou das instituições destinada a melhorar o desgraçado funcionamento do país.
Tudo espremido, da vida pública de Louçã, resulta apenas uma abundante pregação de milagres que, de antemão sabia, nunca seria chamado a realizar. O chamado paleio.
Nada mau, para a caderneta do “mais brilhante e bem preparado político da sua geração”
Sendo este o farol mais brilhante da nossa Res Pública, não é de admirar que o país viva encalhado.
