{"id":1808,"date":"2016-06-01T00:26:52","date_gmt":"2016-05-31T23:26:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aloisio66.com\/wordpress\/?p=1808"},"modified":"2019-03-27T17:28:36","modified_gmt":"2019-03-27T17:28:36","slug":"azrou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aloisio66.com\/wordpress\/blog\/2016\/06\/01\/azrou\/","title":{"rendered":"Azrou"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.aloisio66.com\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/burro-azrou1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1809 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.aloisio66.com\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/burro-azrou1.jpg\" alt=\"burro azrou1\" width=\"1920\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/www.aloisio66.com\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/burro-azrou1.jpg 1920w, https:\/\/www.aloisio66.com\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/burro-azrou1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.aloisio66.com\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/burro-azrou1-1024x682.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><span style=\"color: #999999; font-family: helvetica,arial,sans-serif; font-size: 10pt;\">Azrou, Marrocos | 2014 \u00a9 M\u00e1rio Ara\u00fajo<\/span> [hr][dropcap]A[\/dropcap] jornada para Azrou correu sem novidade, tirando a muito su\u00ed\u00e7a e real est\u00e2ncia de esqui de Ifrane e a amizade que fizemos com dois burros, com quem partilhamos o almo\u00e7o.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, confesso que a entrada na cidade me deixou apreensivo. E se eu j\u00e1 vinha inquieto porque a viagem, desde Fez, passou a fazer-se sem rede, ainda mais fiquei com a entrada na cidade de Azrou, feita, \u00a0por engano de navega\u00e7\u00e3o, pelo interior de um bairro que parecia copiado de um document\u00e1rio sobre Bagdad &#8211; ruas desertas e esburacadas, pr\u00e9dios decr\u00e9pitos e um ambiente geral que me parecia muito assustador. \u00a0Verdade se diga que \u2013 custa-me reconhec\u00ea-lo &#8211; com o esp\u00edrito temeroso que me animava por aquela altura, at\u00e9 o Bambi me pareceria assustador.<\/p>\n<p>Rapidamente, por\u00e9m, se nos apresentou a rotunda da estrada nacional e se desanuviou o cen\u00e1rio, que de bagdadico \u00a0passa a ser o habitual por estes azimutes: grande corrupio de gentes, viaturas e animais; e dezenas de oficinas de mec\u00e2nica amontoadas \u00e0 entrada da cidade. E, agora que me lembro disso, ainda estou para saber como \u00e9 que vindo n\u00f3s do lado do nordeste acabamos por entrar pelo noroeste.<\/p>\n<p>A rua principal acaba por ser um boulevard comercial jeitoso, onde abancaremos para a bica no muito europeu e moderno Caf\u00e9 Le Sapin, estabelecimento que ademais, al\u00e9m de <em>wifi<\/em> gratuita (surpreendentemente omnipresente at\u00e9 nas partes mais remotas do reino) oferecia \u00e0 clientela servi\u00e7o de padaria, a cargo de umas mo\u00e7as muito pasmadas por nos verem, e que muito \u00fatil nos foi para abastecimento da dispensa rolante e salvaguarda do jantar desse dia, que haveria de se completar com um frango que assava no estabelecimento adjacente, e que, comprado, se acompanhava com formid\u00e1vel lote de guarni\u00e7\u00f5es e acompanhamentos de toda a sorte, que pediam me\u00e7as a qualquer banquete de fara\u00f3. Frango que, por\u00e9m, haver\u00edamos de n\u00e3o comer ao jantar por causa do mais rocambolesco caso que nos haver\u00e1 de suceder nestas mourarias, que ainda me trespassa um fr\u00e9mito sempre que me lembro do acontecido. L\u00e1 chegaremos.<\/p>\n<p>Por ora, \u00e9 bastante saber-se que viemos por Azrou por causa dos macacos. N\u00e3o que haja por aqui zoo que se note, mas porque nos chegou not\u00edcia de que por estas latitudes vivem diversas fam\u00edlias macacas na famosa floresta chamada dos cedros, o qual s\u00edtio agora vamos em demanda, porque havia de ser um memor\u00e1vel caso dar-se um encontro inesperado com alguma fam\u00edlia de monos selvagens.<\/p>\n<p>Ala, por isso, que se faz noite e os macacos s\u00e3o animais que gostam de ser deitar cedo.<\/p>\n<p>Mas antes de sair desta cidade, encham-se os dep\u00f3sitos e jerricans de gas\u00f3leo, que nunca se sabe quando veremos outra mangueira de combust\u00edvel na terra in\u00f3spita que vamos entrar, na qual, <em>raisparta<\/em> a lembran\u00e7a inoportuna, teremos que pernoitar, sabe-se l\u00e1 em que quelha escura cheia de z\u00e9s-do-telhado isl\u00e2micos \u00e0 nossa espera para nos judiar.<\/p>\n<p>Ao rapaz da gasolineira pergunto eu se os macacos t\u00eam aparecido por aquelas bandas, ao que ele me replica, em refinada pilh\u00e9ria, que em Marrocos havia muitos macacos, mas era em Rabat, no governo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por ora, \u00e9 bastante saber-se que viemos por Azrou por causa dos macacos. <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1809,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":""},"categories":[5,230,8],"tags":[317,318,319,127],"class_list":["post-1808","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-marrocos-2014","category-viagens","tag-azrou","tag-floresta-dos-cedros","tag-macacos","tag-marrocos"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.aloisio66.com\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/burro-azrou1.jpg","jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/s4vyzh-azrou","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aloisio66.com\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1808","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aloisio66.com\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aloisio66.com\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aloisio66.com\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aloisio66.com\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1808"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.aloisio66.com\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1808\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2283,"href":"https:\/\/www.aloisio66.com\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1808\/revisions\/2283"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aloisio66.com\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1809"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aloisio66.com\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1808"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aloisio66.com\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1808"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aloisio66.com\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1808"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}