Eu voto.

Não será grande novidade, mas eu não alinho no coro lamuriento dos descontentes com os políticos e com as políticas e acho o apelo à abstenção uma calimerice militante, pouco mais que tola, a mais das vezes ignorante quanto aos efeitos que acha que é possível obter.

Uma eleição é uma simples escolha de pessoas, umas piores outras melhores. Porventura, até, todas iguais. Votar ou não, cada um que faça como entender, mas seja sempre responsável pela sua opção.

Eu tenho muitas razões para ir votar, mas a principal é porque quero poder escolher e ser responsável pelas escolhas que faço. E não estou disposto a abrir mão dessa prerrogativa a troco de nada.

Por isso, no domingo, bem ou mal, vou votar, mas sempre convicto que faço a melhor escolha, nem que seja pelo mal menor. Não alinho em passa-culpas nem choraminguices.

Até porque em Democracia, felizmente, na falta de candidatos de jeito, cada um pode sempre votar em si mesmo. Por essa razão respeito mais o Ninja de Gaia, do que todo o coro que vai fazendo a pregação das virtudes da abstenção sem nunca dar o passo à frente. É muito mais confortável que a culpa dos nossos fracassos, individuais ou coletivos, seja sempre “deles”, os outros, do que fazer aquilo que deve ser feito.

Mesmo que seja à ninja.

Aloisio Nogueira

Génio em part-time. Nasceu em 1966 e está moderadamente contente com isso, embora os seus rendimentos sejam ridiculamente baixos. Part-time genius. Born in 1966, is mildly happy about that. Ridiculously small income, though.

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